
Para um Provedor de Internet (ISP), aprovar o seu projeto de postes na concessionária de energia (como CPFL, Enel, Neoenergia, entre outras) é uma das etapas mais burocráticas e demoradas da expansão da rede. Uma única falha técnica ou documento incorreto pode resultar em reprovação, jogando o seu planejamento de volta ao fim da fila.
Uma única falha técnica ou documento incorreto pode resultar em reprovação, jogando o seu planejamento de volta ao fim da fila de análise — um atraso que pode custar meses de faturamento perdido.
Neste guia prático, revelamos o passo a passo detalhado de como funciona o processo de aprovação e o que você deve fazer para garantir o “de acordo” da distribuidora logo na primeira tentativa.
O Caminho da Aprovação: Passo a Passo do Projeto de Postes
Aprovar um projeto de compartilhamento não é apenas desenhar cabos em um mapa. É um processo de engenharia rigoroso que segue um rito padrão:
Passo 1: O Levantamento de Campo para o Projeto de Postes

Não existe projeto de gaveta. O primeiro passo para viabilizar o seu projeto de postes é enviar uma equipe de campo qualificada para coletar os dados reais da rota planejada. É preciso mapear:
- As coordenadas geográficas (GPS) exatas de cada poste.
- A altura disponível na faixa de telecomunicações (mínimo de 50 cm acima do solo ou conforme norma da concessionária).
- A quantidade de ocupantes (operadoras) já presentes na estrutura.
- O estado de conservação do poste (se está danificado ou precisa de substituição).
Passo 2: O Cálculo de Esforço Mecânico
Este é o calcanhar de Aquiles dos provedores. A concessionária precisa garantir que o peso e a tração do seu cabo de fibra óptica, somados ao vento, não vão derrubar os postes. Um engenheiro de telecomunicações ou eletricista deve realizar os cálculos mecânicos usando as tabelas técnicas da concessionária local.
Passo 3: Organização da Documentação Técnica
Cada distribuidora de energia tem seu próprio manual técnico para aprovação de infraestrutura. Por isso, a pasta de documentos do seu projeto de postes deve ser rigorosamente padronizada. Geralmente, o processo exige:
- A planta de situação e o diagrama unifilar da rede.
- Memorial descritivo detalhado da obra.
- Cálculos de esforço e tabelas de ocupação dos postes.
- ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) assinada por um engenheiro habilitado pelo CREA.
Passo 4: Submissão e Acompanhamento
Os documentos e desenhos são protocolados nos sistemas internos da concessionária (como o portal de compartilhamento). Durante o prazo de análise — que costuma variar de 30 a 60 dias —, é fundamental acompanhar o status para responder rapidamente a qualquer solicitação de esclarecimento (comunique de pendência) por parte dos analistas.
Os 3 Erros que Mais Causam Reprovações (E Como Evitá-los)
Para não ter o seu projeto devolvido, fique atento a estes pontos críticos:
- Ignorar a Ocupação Máxima do Poste: A maioria das concessionárias limita o número de operadoras por estrutura. Desenhar o seu projeto de postes em uma rota onde as fiações já estão saturadas, sem prever readequação, é reprovação na certa.
- Cálculos Mecânicos Incorretos: Utilizar coeficientes de tração de cabos errados ou omitir o peso de caixas de emenda (CEO) e caixas de atendimento (CTO) no memorial de cálculo.
- Falta de Padronização de Desenhos: Apresentar projetos fora dos padrões de CAD exigidos pelo sistema de engenharia da distribuidora.
Como Garantir a Aprovação sem Dor de Cabeça?
A melhor maneira de evitar o desgaste com as distribuidoras é garantir que o seu projeto de postes seja elaborado por especialistas. Um projeto bem estruturado não apenas passa direto pelo crivo da concessionária, mas também otimiza os custos da sua expansão de fibra óptica.
Um projeto bem elaborado não apenas passa direto pelo crivo da distribuidora, mas também otimiza o uso da rede, garantindo que você não gaste mais do que o necessário com postes ou infraestruturas complexas.
Dúvidas Frequentes sobre Projetos de Compartilhamento
Quem é o profissional habilitado para assinar o projeto de postes?
O projeto de compartilhamento deve ser assinado e acompanhado por um Engenheiro Eletricista ou Engenheiro de Telecomunicações devidamente registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), com a respectiva emissão da ART.
O que acontece se o poste estiver saturado (sem espaço para novos cabos)?
Nesses casos, o projeto deve prever uma readequação de rede (muitas vezes custeada pelas operadoras que causaram a saturação) ou a substituição do poste por um de maior capacidade. Empresas de engenharia especializadas sabem exatamente como negociar e projetar essas soluções com a concessionária.
Posso começar a lançar os cabos enquanto o projeto é analisado?
Não. Lançar qualquer cabo antes da assinatura do contrato de compartilhamento — que só ocorre após a aprovação do projeto — classifica sua rede como clandestina (à revelia), sujeitando o seu ISP a multas e cortes sumários de fiação.
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